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Domingo, 28 de Junho de 2009

Michael Jackson

Michael Jackson


Parabéns a este grande Cantor, pela sua Historia e Pelo seu grande feito Mundo da Musica.













Segunda-feira, 15 de Junho de 2009

Mariza no pograma de David Letterman's Show



Momentos que nunca é demais relembrar, pois é por ela e por outros tantos que a Nossa Cultura Vive e Sobrevive.

Quinta-feira, 11 de Junho de 2009

Agenda da Mariza


Mariza

Aqui fica a agenda da Mariza para quem quiser ir ver os concertos maravilhosos desta Deusa do Fado.

Os concertos, sempre com início às 22 horas, terão o seguinte calendário:
14 de Agosto – Sagres - Fortaleza de Sagres
15 de Agosto – Palmela - Castelo de Palmela
17 de Agosto – Tomar - Convento de Cristo
19 de Agosto – Évora – Arena d’Évora
21 de Agosto – Guimarães - Castelo de Guimarães
25 de Agosto - Sintra - Palácio Nacional de Sintra
28 de Agosto – Porto - Praça da Cordoaria
30 de Agosto – Óbidos - Castelo de Óbidos

Domingo, 3 de Maio de 2009

Samuel e Fátima Casa Branca

Fados Baladas e Canções é o título genérico da "digressão" que Fátima Casa Branca e Samuel se encontram a realizar por algumas freguesias do concelho de Montemor-o-Novo. A receita é simples e o Ciclo da Primavera têm dela retirado bons resultados artísticos: pega-se na prata da casa que tenha qualidade indiscutível, mistura-se com alguns "convidados" de igual gabarito, mexe-se lentamente, com vozes brandas ou no máximo conforme o sentimento, enquanto se acrescenta um reportório adequado ao momento, ao espaço e ao público. (Este nem sempre tem sido muito, mas há que inistir.) A dupla Fátima/Samuel esteve em Santiago do Escoural, no Domingo, dia 19. Eu também lá estive e não queria que tivesse acabado. Com eles, em palco, mostraram igualmente os seus talentos o pianista António Neves da Silva e o baixista Ivo Nogueira.

Quinta-feira, 30 de Abril de 2009

Valsa da Neliana - Guitarra Portuguesa

Quarta-feira, 29 de Abril de 2009

Música: Congresso internacional faz "ponto da situação" da investigação fadista

Lisboa, 25 Mai (Lusa) - O Congresso Internacional do Fado que acontecerá de 18 a 21 de Junho em Lisboa, pretende "fazer o ponto da situação sobre a investigação", explicou à Lusa o catedrático Artur Teodoro de Matos, da comissão organizadora.

Organizado pelas universidades Católica e Nova de Lisboa e o Museu do Fado, o Congresso "procura também ser um encontro entre a comunidade académica com os protagonistas desta música", disse a mesma fonte.

Estão assim previstas mesas redondas com intérpretes, poetas e músicos.

O musicólogo Rui Vieira Nery modera uma mesa sobre "práticas performativas: estilar e dividir, em que participam os fadistas António Rocha, Daniel Gouveia, Julieta Estrela e José Manuel Osório.

A etno-musicóloga Salwa Castelo-Branco, da Universidade Nova, modera uma outra mesa redonda sobre casas de fado, constituída pelos fadistas Carlos do Carmo e Maria da Fé, e os músicos José Pracana e Mário Pacheco.

A gestora do Museu do Fado, Sara Pereira, salientou à Lusa "a participação efectiva do meio fadista" ao lado "da divulgação das investigações mais recentes na área".

Sara Pereira apresentará o projecto de reconversão do museu e ainda uma comunicação intitulada "Para um estudo iconológico do Fado: a construção de uma identidade imagética (séculos XIX-XX)".

Também do Museu do Fado, Sofia Bicho irá falar sobre "Ser fadista - uma caracterização dos intérpretes de fado".

A participação dos investigadores estrangeiros foi salientada por Artur Teodoro de Matos.

"Curiosamente, a par de investigações nas universidades nacionais, com massa crítica e de qualidade, há muita produção no estrangeiro, onde o fado tem sido objecto de vários estudos", disse.

Entre os participantes estrangeiros refira-se Lila Ellen Gray, cuja comunicação se intitula "Fado taxonomies, fado genres, fado fado: towards an anthropology of fado genre", Ian Biddle que participará com a comunicação "The fado archive between phonography and trans-phonography" ou Kimberley Holton que falará sobre Alberto Resendes, "A One-man Outpost of Guitarra Construction in Newark".

Referência para a participação das investigadoras brasileiras Mónica Nunes e Heloísa Valente que apresentarão, respectivamente, as comunicações "À escuta do fado: Memória de afetos e de vínculos", e "O fado, na cidade de Santos".

O fenómeno fadista na cidade portuária do Estado brasileiro de S. Paulo é tema do filme "Canção d'além-mar: O fado na cidade de Santos pela voz de seus protagonistas", de Eduardo de Araújo Teixeira e Heloísa de A. Duarte Valente.

Amália Rodrigues, Carlos do Carmo e Artur Ribeiro serão temas centrais de comunicações a apresentar, respectivamente por Gabriela Cruz, João Silva e Regina Aguilar.

O Congresso está dividido em quatro painéis respeitantes a diferentes temáticas: "Processos históricos e práticas contemporâneas"; "Perfis artísticos, universos, artefactos e repertório"; "Discursos e processos de mediatização"; e, "Prática perfomativa".

Cada tema será apresentado e seguido de debate, procurando "promover uma visão crítica e transversal dos trabalhos apresentados", disse Artur Teodoro de Matos que adiantou à Lusa que "os resultados do congresso serão editados em livro".

A abertura do Congresso, dia 18 de Junho às 11:00 na Universidade Católica, caberá ao antropólogo Joaquim Pais de Brito, que foi o responsável pela exposição "Fado, vozes e sombras" apresentada no âmbito da Lisboa'94 capital Europeia da Cultura, no Museu de Etnologia.

A comissão científica do Congresso é constituída pelos catedráticos Salwa Castelo-Branco, Roberto Carneiro, Artur Teodoro de Matos e Rui Vieira Nery.

Vieira Nery, autor do livro "Para uma história do fado" apresentará uma comunicação intitulada "o desafio das fontes mudas: as edições de fado na segunda metade do século XIX", e Salwa Castelo-Branco, da Universidade Nova, falará sobre "músicos ocultos: percursos dos instrumentistas do fado

Segunda-feira, 27 de Abril de 2009

A GUITARRA PORTUGUESA E O FADO

A cultura portuguesa em evidência na RDP/Internacional. O gemer duma guitarra; o estilhar de um fado; é Lisboa, somos nós, é Portugal.

Domingo, 26 de Abril de 2009

Génio da Guitarra Portuguesa

http://www.youtube.com/watch?v=OL1BZ3IPSH0

Sábado, 25 de Abril de 2009

Mariza, Ana Moura, Raquel Tavares e Camané

Mariza, Ana Moura, Raquel Tavares e Camané são alguns dos nomes mais citados pelo jovem grupo de alunos da ACOF, que vê no sucesso alcançado por esta nova geração um estímulo para se reencontrar com o fado, um género que andou muitos anos distante das preferências dos mais novos.

"Tenho notado um interesse crescente dos jovens pelo fado. Há, talvez, uns quinze anos a esta parte que não havia camadas jovens no fado e daí para a frente notou-se um crescimento muito grande", afirma o presidente da ACOF, Carlos Oliveira, que é também um dos principais impulsionadores da escola, criada com o objectivo de descobrir novos valores.

"Todos querem ser Anas Mouras e Camanés", diz Carlos Oliveira, que também encontra na nova geração a principal justificação para este renovado interesse pelo fado e recusa a ideia de que se trate de uma moda, de algo passageiro.

Ana Moura é a principal referência de Teresa Lopes, de 12 anos. Foi mesmo através da fadista que a aluna da ACOF descobriu o fado e o interesse em cantá-lo.

"Como fui vendo que até tinha jeito e me safava [a cantar], fui ouvindo mais CD`s, de fadistas diferentes e fui evoluindo", revela a jovem promessa que inclui também no seu leque de influências vozes da "velha escola do fado", como Amália Rodrigues, Lenita Gentil e Maria da Fé.

João Ramos, professor de viola na ACOF, com quarenta anos de ligação ao fado, não hesita em dizer que Teresa Lopes será a próxima Ana Moura e foi mesmo ao som dos fados da cantora, acompanhada pela viola do professor e pela guitarra portuguesa de Pedro Ferreira, que Teresa Lopes fez o seu ensaio.

Também João Ramos vê na nova geração a principal razão para a recente explosão e reafirmação do fado, mas condena-lhes a tendência para desvirtuarem aquilo a que chama o "fado, fado"

Sexta-feira, 24 de Abril de 2009

Pedro Caldeira Cabral

Terça-feira, 21 de Abril de 2009

A Nova Geração do Fado

"Silêncio que se vai cantar o fado". O jargão é sobejamente conhecido, mas na Associação Cultural O Fado (ACOF), quando o café do bairro se transfigura em casa de fados, a expressão tão tradicional quanto o próprio fado é substituída por um sibilante "psssstttt", lançado pelo apresentador do espectáculo e que atravessa a sala.

Na parede, os discos e fotografias de fadistas, mais ou menos conhecidos do grande público, vão sendo envoltos numa penumbra, à medida que as lâmpadas do tecto são substituídas por uma luz vermelha que dá o ambiente melancólico, quase triste, do fado.

E por entre algumas vozes veteranas, de clientes habituais da casa, a ACOF vai dando oportunidade aos mais novos, aspirantes a fadistas, que às segundas-feiras à noite vão à escola da associação, mesmo ali ao lado, para aperfeiçoar o estilo e a voz.

Ana Cristina Ramalhão, 16 anos, é a mais velha das alunas que numa noite se apresentaram a um público composto maioritariamente por residentes do bairro de Marvila. O interesse pelo fado vem de longe, "desde os três anos, por influência dos avós", que a levavam a casas de fado.

De xaile preto sobre os ombros e de olhos fechados como a tradição exige, Ana Cristina interpreta os dois fados a que tem direito antes de subirem ao palco outras duas alunas da ACOF, Diana Vilarinho, de apenas 10 anos, e Sara Liliana, que este ano participa pela primeira vez numa Grande Noite do Fado.

A Nova Geração do Fado

"Silêncio que se vai cantar o fado". O jargão é sobejamente conhecido, mas na Associação Cultural O Fado (ACOF), quando o café do bairro se transfigura em casa de fados, a expressão tão tradicional quanto o próprio fado é substituída por um sibilante "psssstttt", lançado pelo apresentador do espectáculo e que atravessa a sala.

Na parede, os discos e fotografias de fadistas, mais ou menos conhecidos do grande público, vão sendo envoltos numa penumbra, à medida que as lâmpadas do tecto são substituídas por uma luz vermelha que dá o ambiente melancólico, quase triste, do fado.

E por entre algumas vozes veteranas, de clientes habituais da casa, a ACOF vai dando oportunidade aos mais novos, aspirantes a fadistas, que às segundas-feiras à noite vão à escola da associação, mesmo ali ao lado, para aperfeiçoar o estilo e a voz.

Ana Cristina Ramalhão, 16 anos, é a mais velha das alunas que numa noite se apresentaram a um público composto maioritariamente por residentes do bairro de Marvila. O interesse pelo fado vem de longe, "desde os três anos, por influência dos avós", que a levavam a casas de fado.

De xaile preto sobre os ombros e de olhos fechados como a tradição exige, Ana Cristina interpreta os dois fados a que tem direito antes de subirem ao palco outras duas alunas da ACOF, Diana Vilarinho, de apenas 10 anos, e Sara Liliana, que este ano participa pela primeira vez numa Grande Noite do Fado.

Segunda-feira, 30 de Março de 2009

Beatriz Costa


Beatriz da Conceição nasceu a 14 de Dezembro de 1907 no lugar da Charneca do Milharado, no Casal Barreiro, concelho de Mafra e baptizada no Orago de S. Miguel. 

Filha primogénita de pais portugueses vai aos 4 anos de idade com a mãe para Lisboa, que viria a trabalhar em casa de José Malhoa. 

Após segunda união matrimonial da mãe com um oficial inferior que pertencia ao quinze de Tomar, a família de Beatriz muda-se para esta localidade e aí permanece durante 6 anos, tempo em que acompanha o padrasto nas suas funções de carreira de tiro, perto do prado, e tem as sua primeiras surpresas do cinema. 

Regressa a Lisboa e residiria, por pouco tempo, no Castelo, por motivos profissionais do seu padrasto, vindo a fixar residência na parte nova da cidade, perto da Avenida. 

Foi ajuntadeira, trabalhando em casa, mas optaria pela profissão de bordadeira. 

Espectadora entusiasta do teatro ligeiro popular teve como primeiro ídolo Lina Demoel e deixa-se absorver pelo sonho de vir a pisar os palcos do Parque Mayer, de se envolver pelo ambiente dos bastidores e de ouvir a crepitação das palmas. É então que família resolve dar-lhe a experimentar o teatro de revista. 

Obteve a recomendação por intermédio de Fernando Pereira, cliente e amigo de um cabeleireiro vizinho de seu padrasto, que intercedeu por ela junto de Ema de Oliveira. Esta prontificou-se a escrever um bilhete de apresentação a António de Macedo, nessa altura empresário do Éden. 

Estreou-se como corista aos 15 anos na revista reposta "Chá e Torradas" (1923) no Éden e seguiu em tournée para o Alentejo e Algarve. 

Viria a ser crismada com o nome de Beatriz Costa por Luís Galhardo. 

A 22 de Julho de 1924 participa na revista "Rés Vés" , no Teatro Maria Vitória e, dado o agrado da sua actuação, António de Macedo ensaia-la-ía no Teatro Avenida para um númerozinho que a "elevaria de posto". 

Na manhã de 24/07/24, com 16 anos e meio, embarca no "Lutelia" com a Companhia para o Brasil e lá permaneceu até 1926. A bordo do navio foi repescada para cantar o número "Mademoiselle Garoto", o qual trisou (António de Macedo estava convicto da sua nova actriz). 

O êxito foi crescendo em revistas e operetas como "Piparote", "Disparate", "Aqui D´el Rei", "31", "De Capote e Lenço", "Tim Tim por Tim Tim", "O Gato Preto", "As 11 Mil Virgens", "Rataplan", etc. 

Com estreia a 12 de Agosto de 1924 no Teatro República, no Rio de Janeiro, contou com alguns papéis destacados na revista "Fado Corrido" onde cantou com igual êxito "Mademoiselle Garoto" e foi felicitada pela imprensa e pelos espectadores. 

Na segunda revista, "Tiro ao Alvo", estava já encarregada de quatro ou cinco papéis. 

Regressa a Lisboa já em lugar de destaque ao lado de Nascimento Fernandes em "Ditosa Pátria" , no Trindade, a 7 de Julho de 1925. 

A 11 de Agosto de 1925 a Companhia do Trindade segue para o Porto apresentando-se no Sá da Bandeira e Beatriz faz a sua primeira ida como artista à cidade invicta. 

De novo em Lisboa, em fins de Outubro de 1925, fazia parte da Companhia portuguesa de operetas organizada no S.Luís e enfileirou modestamente nos grupos de coristas e toma parte em várias zarzuelas: 

"A Monteria"; "A Canção do Olvidio"; "Os Gaviões"; "A Flor do Tejo"; e, em 1926, "A Moça de Campanilhas" e "O Pobre Valbuena". 

De regresso à revista, passa pelos teatros "Joaquim de Almeida", "Éden" e "Maria Vitória" nas revistas "Fox Trot" , "Malmequer" , "Olarila" , "Revista de Lisboa" e "Sete e meio" . 

Em 1927, traduzindo uma moda cinéfila, aparece pela primeira vez de franja e estreia-se no cinema em papéis episódicos de filmes de Rino Lupo - "O Diabo em Lisboa" - e, ainda no mesmo ano, havia dançado um tango em "Fátima Milagrosa" (do mesmo realizador) ao lado de Manoel de Oliveira. 

Passou pelo "Mártir do Calvário" e pela revista "Água Fresca" no Apollo e depois por "Coração Português" e "Mãe Eva" com Eva Stachino. Transferindo-se com a Companhia de Eva Stachino para o Trindade, ali se estreou em "Pó de Maio" , onde conheceu o maior êxito da popularidade com o celebrado número "D. Chica e Sr. Pires" ao lado de Álvaro Pereira. A confirmação desse êxito viria com "Manda Quem Pode" . 

Na sua segunda tournée ao Brasil (1929), com a Companhia de Eva Stachino, ao Rio de Janeiro, foi recebida sobre as mais efusivas manifestações e relembrada a sua revelação como actriz nos grandes órgãos de imprensa da América do Sul. Em palcos brasileiros, a Companhia portuguesa de revistas apresentou-se a 19 de Setembro no "Lírico" com a revista de abertura "Pó de Maio" e com "Lua de Mel" como segundo espectáculo; e depois viriam, entre outras, "Meia Noite" , "Carapinhada" e "Mouraria" . 

Após breve excursão aos palcos de S. Paulo, Beatriz é convidada por Procópio Ferreira, comediante de indisputável relevo no teatro brasileiro, para ficar a trabalhar no Rio de Janeiro integrando o elenco da sua Companhia de comédias; mas a proposta seria recusada. 

De volta ao continente, e ainda neste ano, Beatriz Costa aparece no documentário "Memória de uma Actriz" (com base nos artigos que já escrevia para "O Século" a contar episódios pícaros da sua carreira). 

Em 1930 era a vez de participar no filme "Lisboa, Crónica Anedótica" de Leitão de Barros. 

Experimentou a comédia ligeira com êxito marcado, estreando-se em "A Estrela da Avenida" e prosseguindo com "A Garota da Sorte". 

Em Dezembro de 1930, durante a visita de Ressano Garcia, gerente da Paramount em Lisboa, recebe um convite de Blumenthal e San Martin para um contrato muito vantajoso para o papel da protagonista de "A Minha Noite de Núpcias" (da versão original "Her Wedding Night" de Frank Tuttle e que na versão portuguesa foi dirigida por Alberto Cavalcanti), o terceiro fonofilme em português a realizar nos estúdios de Joinville. 

A curiosidade de uma viagem e de filmar imediatamente em Paris fê-la assinar o contrato no dia 23 de Janeiro de 1931. 

Recebendo sempre provas de apreço desde o pessoal dos estúdios à mais considerada vedeta destaca das suas colegas estrangeiras Olga Tsehekova e Camila Horn. 

Deixa a Companhia e é contratada por Corina Freire para participar nos êxitos de revistas como "A Bola", "Pato Marreco" , "O Mexilhão", "Pirilau" ou "Chá da Parreira" . 

Vai para o Porto trabalhar no teatro . 

Numa ida a Espanha, a convite da Casa da Imprensa de Badajoz para uma festa, no Teatro Lopez Ayola, obteve estrondoso êxito ao representar "Burrié" e foi homenageada juntamente com os outros artistas portugueses que a acompanhavam (Amarante e Nascimento Fernandes). 

Em 1933 a sua imagem perenizava-se n´ "A Canção de Lisboa" e em 1936, aquando a lendária revista "Arre Burro", faz parte do elenco de "O Trevo de Quatro Folhas" , dirigido por Chianca de Garcia. 

Em 1937 a Beatriz ganha ao lado de Vasco Santana os votos de preferência dos cinéfilos portugueses e são eleitos "príncipes do cinema português". 

Entre novas revistas até ao fim da década, contaram-se "Há festa na Mouraria" (1937), "Sempre em Pé" (1938), "É Real" (1939); e ao cinema voltou para "A Aldeia da Roupa Branca" (1939, de Chianca de Garcia) no papel da lavadeira Gracinda - o seu último filme aos 31 anos. 

Neste mesmo ano de 1939, Beatriz Costa aceitou novo convite para o Brasil (dada a sua enorme popularidade) para uma temporada que se prolongou por 10 anos (de 1939 a 1949), a que chamou "os melhores anos da sua vida". Quase sempre actuou no Casino de Urca, no Rio, desde os tempos do "Tiro-Liro-Liro" (um dos seus mais lendários êxitos) até ao final da década, altura do seu único casamento em 1947, com Edmundo Gregorian (poeta, escritor, escultor), de quem se divorciou dois anos depois. 

Em 1949, Beatriz voltou aos palcos de Lisboa para uma revista no "Avenida", cujo título diz tudo sobre o mito que continuava a ser: "Ela aí está!". E, aos 41 anos, repetiu os êxitos de há 20 anos atrás. 

Ainda apareceu em Lisboa em revistas de sucesso como "Com Jeito Vai", mas em 60 despediu-se dos palcos em "Está Bonita a Brincadeira" e decidiu que nunca mais. 



Depois do 25 de Abril - quando já vivia no Hotel Tivoli, onde viveu até morrer - começou a publicar livros sobre a sua espantosa vida (já anteriormente a " publicara" em vários capítulos nas "Páginas das Minhas Memórias" nos anos 30), aconselhada e incentivada por Tomás Ribeiro Colaço. 

Após o seu reaparecimento num espectáculo da Casa da Imprensa que decorreu no Coliseu foi sistematicamente solicitada pelos órgãos de comunicação social e espantou-se com as óptimas reacções do público leitor em relação a essa outra faceta da sua vida - escrever. 

Em 1977 é editado pela Emi-Valentim de Carvalho um álbum que compila vários dos seus sucessos musicais e que em 1996 seria reeditado com o título "Grande Marcha de Lisboa" na Colecção Caravela da mesma editora. Apesar das muitas propostas para regressar aos palcos (por Vasco Morgado) preferiu ficar longe deles por considerar o teatro de revista muito diferente do que era, por "estar decadente". 

Muitos foram também os convites para programas de televisão (por Joaquim Letria) e, de facto, viria a participar como membro de júri no concurso "Prata da Casa" apresentado por Fialho Gouveia e que visava lançar jovens no mundo do espectáculo. 

Um grupo de jovens chegaria mesmo a propôr a sua candidatura simbólica nas eleições presidenciais de 85 como meio de comemorar O Ano Internacional da Juventude do ano seguinte. 

Morreu no dia 15 de Abril de 1996, aos 88 anos com a serenidade que os deuses deviam conceder sempre a quem propagou alegria à sua volta.

Quarta-feira, 25 de Março de 2009

Antonio Variações


António Joaquim Rodrigues Ribeiro, filho de camponeses minhotos, desde muito cedo revelou propensão para a música. 

Nascido em 3 de Dezembro de 1944, abandonou a sua aldeia natal (Lugar do Pilar, freguesia de Fiscal) em 1957 e foi para Lisboa, onde se dedicou a várias actividades profissionais desde empregado de escritório até barbeiro. Em 1975 viaja até Londres, onde fica durante um ano e parte, depois para Amsterdão onde aprende a profissão de cabeleireiro. Esta aprendizagem servir-lhe-á para se instalar, novamente, na capital portuguesa; onde se estabelece com o primeiro cabeleireiro unissexo de Portugal. Esta actividade não resulta muito bem e, para ganhar a vida, abre uma barbearia na Baixa lisboeta. 

Em 1978 grava uma maqueta com alguns temas, que apresenta à Valentim de Carvalho, com a qual assinará contrato. 

Na sua própria descrição a música que produz situa-se entre Braga e Nova Iorque. É no programa "O Passeio dos Alegres" de Júlio Isidro que António se apresenta ao grande público (1). Os temas que cantou nessa emissão chamavam-se "Toma o Comprimido" e "Não Me Consumas" e ainda permanecem inéditos, uma vez que nunca foram registados em disco. 

O primeiro trabalho que gravou foi o single "Povo que Lavas no Rio", imortalizado por Amália Rodrigues (2). 

Amália era, aliás, uma das suas referências, que teve direito a uma canção de Variações ("Voz Amália de Nós"). O seu primeiro longa duração "Anjo da Guarda" (3) é também dedicado à popular fadista. 

Neste disco participam Vítor Rua (com o pseudónimo Vick Vaporub), Tóli César Machado, músicos dos GNR e José Moz Carrapa autor do arranjo de " É p´ra Amanhã ". Quem não recorda " É p´ra Amanhã" ou " O corpo é que paga"? (4) 

Durante o Verão de 1983 (ano da edição do trabalho discográfico) Variações é muito solicitado para espectáculos ao vivo, sobretudo em aldeias por este país fora. 

Em Fevereiro do ano seguinte António Variações entra em estúdio com os músicos dos Heróis do Mar para gravar o seu segundo longa duração que se intitulará "Dar e Receber".(5) O tema mais conhecido deste disco é, sem sombra de dúvidas, "Canção de Engate" que, posteriormente, se tornará um imenso sucesso numa versão dos Delfins. 

Em Maio desse mesmo ano dá entrada no Hospital e, no dia 13 de Junho de 1984, morre em consequência de uma broncopneumonia bilateral grave. Será sepultado, dois dias depois, no cemitério de Amares (Braga), perto da sua aldeia natal, com a presença de poucos músicos acompanhando o funeral. 

Com a sua morte desaparece um dos maiores renovadores da canção portuguesa das últimas décadas. 

No entanto o seu espólio musical foi sendo aberto e Lena D´Água edita, em 1989, o disco "Tu Aqui" que inclui cinco composições inéditas de António Variações. (6) 

Em Janeiro de 1994 é editado um disco de homenagem a António Variações que reúne, em torno de versões do cantor, os nomes de Mão Morta, Três Tristes Tigres, Resistência, Sitiados, Madredeus, Sérgio Godinho, Santos e Pecadores, Delfins, Isabel Silvestre e Ritual Tejo. 

Isabel Silvestre incluirá no seu disco de 1996 "A Portuguesa" o tema "Deolinda de Jesus" de Variações. Este tema, uma sentida homenagem de Variações à sua mãe (que se chama exactamente Deolinda de Jesus) é o contraponto de qualidade a todas as "Mães Queridas" e quejandos deste país. 

Em 1997 é editado o CD "O Melhor de António Variações", o qual recupera material editado em todos os seus discos. 

Se Variações não tivesse desaparecido tão precocemente, a música portuguesa seria diferente? Esta é a interrogação que se impõe, tendo em conta o que o cantor/autor fez, em tão pouco tempo, pela música portuguesa. 

ARISTIDES DUARTE / NOVA GUARDA 

(1) Em 1980 o programa "Meia de Rock" da Renascença grava a canção "Toma o Comprimido" em casa do cantor e toca-a na rádio. No ano seguinte, António & Variações (o nome da banda que o acompanhava), cantam a canção no programa "O Passeio dos Alegres" de Júlio Isidro (um dos clientes da barbearia). O cantor apresentou-se na TV vestido de aspirina e lançando "smarties" para o público e para as câmaras... 

(2) O irmão, o advogado Jaime Ribeiro, pressiona a editora que acaba por vergar e António Variações entra finalmente em estúdio para gravar o seu primeiro disco. O single (e Máxi) de estreia, lançado em Julho de 1982, incluía uma versão do clássico "Povo que lavas No Rio" e o inédito "Estou Além"). 

(3) Em 1998 o disco foi reeditado, em versão remasterizada, com a inclusão de "Povo Que Lavas No Rio". 

(4) Disco com arranjos e produção de Tóli César Machado e Vítor Rua substituído posteriormente por José Moz Carrapa. A mudança corresponde também à saída de Vitor Rua dos GNR após uma pausa nas gravações do disco. 

(5) A edição em versão remasterizada de "Dar e Receber" inclui o inédito "Minha Cara Sem Fronteira" (gravado nas sessões de gravação do disco) e duas remisturas desse tema. 

(6) A versão em CD do álbum "Tu Aqui" de Lena d´Água inclui cinco temas inéditos e recupera a versão do tema "Estou Além" incluída no álbum "Aguaceiro"

Terça-feira, 10 de Março de 2009

MAX


Foi uma das mais populares vedetas da rádio, do teatro e da televisão portuguesas, desde os anos quarenta até à sua morte em 1980. 

A ele se devem êxitos como Noites da Madeira, Bailinho da Madeira ou A Mula da Cooperativa. E nada faria prever que este jovem madeirense, que sonhava ser barbeiro e fora alfaiate, viria a ser um dos mais populares artistas portugueses. 

Maximiano de Sousa, de todos conhecido como Max, era madeirense, nascido no Funchal em 1918. Foi aí que iniciou a sua carreira artística. Sonhara ser barbeiro e violinista, tinha ouvido para a música mas pouca paciência para aprender o solfejo, e acabou por aprender o ofício de alfaiate. 

Contudo, o bichinho da música que sempre tivera tornou-se numa carreira em 1936, quando começa a actuar no bar de um hotel do Funchal: cantor à noite, alfaiate de dia. Em 1942, é um dos fundadores - como cantor e baterista - do Conjunto de Tony Amaral, que se torna numa sensação nas noites madeirenses e que, em 1946, vem conquistar Lisboa. 

O trabalho é muito e o conjunto assenta arraiais no night-club Nina, interpretando os ritmos do momento - boleros, slows, fados-canções. E é o Fado Mayerúe de Armandinho e Linhares Barbosa, mais conhecido como Não Digas Mal Dela, que populariza a voz de Max e leva à sua saída do Conjunto de Tony Amaral, iniciando finalmente a carreira a solo que desejava em 1948. 

Agora actuando sozinho, Max dispara para o estrelato através da rádio e das suas presenças no Passatempo APA do Rádio Clube Português, em parceria com Humberto Madeira. Em 1949, assina contrato com a Valentim de Carvalho e grava o seu primeiro disco: um 78 rotações com Noites da Madeira e Bailinho da Madeira. 

É o primeiro de uma longa lista de sucessos como A Mula da Cooperativa, Porto Santo, 31 ou Sinal da Cruz. Em entrevista ao jornal Se7e, em 1978, referia que eram os discos que lhe davam mais dinheiro, pois "os direitos de autor estavam sempre a pingar". 

Depois da rádio, Max conquista o teatro, participando a convite de Eugênio Salvador na revista Saias Curtas, em 1952. Será apenas a primeira de uma longa série de revistas que confirmarão também os seus dotes de actor e humorista. 

Em 1957, parte para os EUA para uma digressão de cinco anos interrompida por uma súbita doença de coração ao fim de dois. Viajará em seguida por Angola, Moçambique, África do Sul, Brasil e Argentina. 

Regressado a Portugal, embora continue a ser um dos artistas mais queridos do público, encontrará alguma dificuldade de trabalho, sobrevivendo à conta dos discos que continuava a gravar. Um dos seus maiores êxitos surgirá aliás neste período, Pomba Branca. Faleceu em 1980.